Escala de experiências dissociativas
Dissociative Experience Scale

DES-II

Escala de experiências dissociativas (DES-II)

A Escala de experiências dissociativas (DES) é um instrumento de autorresposta utilizado para identificar sintomas de dissociação. É frequentemente utilizada em contexto clínico para o rastreio de perturbações dissociativas, como a perturbação dissociativa de identidade. O teste abrange diferentes aspetos da dissociação, incluindo experiências de desrealização, de amnésia dissociativa e de despersonalização.

Número de perguntas
28 perguntas
Duração estimada
7 minutos
Idioma
Português
Nome original
Dissociative Experience Scale
Público-alvo
Adultos
Autores
Eve Bernstein Carlson, Frank W. Putnam (1993)

Pré-visualização das 28 perguntas

Cotação e interpretação

A pontuação total é a média dos 28 itens (cada um cotado de 0 a 100%) e varia, portanto, entre 0 e 100. Uma pontuação inferior a 10 indica uma dissociação baixa, entre 10 e 19 uma dissociação ligeira e entre 20 e 29 uma dissociação moderada. A partir de 30, a dissociação é considerada elevada e está indicada uma avaliação diagnóstica aprofundada (ponto de corte recomendado por Carlson e Putnam, 1993; sensibilidade de 76%, especificidade de 76–85%).

A título de referência, a média é de 5,4 na população geral, 7,0 nas perturbações de ansiedade, 19,2 na perturbação da personalidade borderline, 31 na perturbação de stress pós-traumático e 48 na perturbação dissociativa de identidade.

A DES-T (taxon dissociativo) é uma subpontuação composta por 8 itens (3, 5, 7, 8, 12, 13, 22, 27) que visa especificamente a dissociação patológica. Uma pontuação DES-T igual ou superior a 20 sugere a pertença ao taxon dissociativo patológico (Waller, Putnam e Carlson, 1996).

São também apresentadas três subescalas: amnésia dissociativa (itens 3, 4, 5, 8, 25, 26), despersonalização/desrealização (itens 7, 11, 12, 13, 27, 28) e absorção (itens 2, 14, 15, 17, 18, 20). Estas subescalas não têm ponto de corte clínico validado e são interpretadas como um perfil relativo.

A opinião dos psicólogos

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  • Clareza e compreensão

    —

    As instruções e as perguntas do teste são fáceis de compreender para os pacientes?

  • Relevância clínica

    —

    O teste avalia bem aquilo que se propõe medir e é útil em contexto clínico?

  • Fiabilidade percebida dos resultados

    —

    Os resultados parecem fiáveis e coerentes na sua interpretação?

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